Rô, ro, rô.....

Pois fica estranho que a figura central do Natal cristão seja o balofo-propaganda da Coca-Cola.

Sim, o bispo São Nicolau não usava aquela roupa com o chapéu estilo saci-pererê, não usava trenó de renas voadoras e nem soltava o ro-ro-rooooo...E nem era tão redondinho assim!

O verdadeiro São Nicolau de Mira era beeem diferente. Nasceu em Patara, na Ásia Menor (Turquia), lá pela segunda metade do século III, e faleceu no dia 6 de dezembro de 342. No império de Diocleciano, ficou encarcerado para negar a fé cristã. Mesmo com o culto cristão liberado por Constantino, ele enfrentava opositores na própria igreja nascente, sob o governo de Constantino, no século III.

Nicolau, diante de um debate com outros líderes, levantou-se e embolachou legal um de seus antagonistas, algo parecido com o que o próprio Cristo fez aos vendedores do Templo. Isso o impediu de permanecer como um líder da Igreja, mas não de manter o auxílio às crianças, viúvas, idosos e pobres em geral.

Em toda a Europa, Nicolau é visto como protetor dos marinheiros e comerciantes, santo casamenteiro (ele deixou um saco de ouro e prata para uma família muito pobre que não podia pagar o dote das filhas) e, principalmente, amigo das crianças. Vários são os relatos de crianças ressurretas pelo verdadeiro bom velhinho. Vários são os relatos de pobres alimentados pelo bispo, mesmo séculos após sua morte.

A grande diferença entre Nicolau de Mira e o Santa Claus ianque é que um ajudava aos pobres, o outro enche de grana os já endinheirados... Infelizmente, a lenda de Nicolau de Mira foi cooptada pelos vendilhões de templo de hoje em dia. De qualquer maneira, é Natal!

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