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Rato 2x0 Bahia!!!!

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Essa é séria! Parece piada, mas, no segundo tempo, quando o cruzmaltino carioca, que aplicava 2x0 no Bahia, tentando o terceiro gol, para, pelo menos, levar para os pênaltis o jogo contra o Bahia (o tricolor soteropolitano havia empilhado três nas redes vascaínas), após o segundo gol do time carioca, eis que um inusitado reforço entra em campo. De origem humilde, como muitos boleiros famosos, esse daí veio de baixo. Mas bota "de baixo" nisso... Certamente cria das bases do time de São Januário, nascido ali naquele gramado, ou na sua beirada, certamente. O que importa é que teve seus minutos de fama e glória!
Entrando de forma rasteira, para jogar mordendo, cair para dentro do campo de ataque do alvinegro carioca, atacando e defendendo, indo nas canelas dos baianos visitantes, na expectativa de emplacar o terceiro, quem sabe o quarto gol, ele entra. Pequeno, o atacante infiltrou-se no ataque, passando pelos zagueiros e indo buscar bola lá na intermediária, como convém a um a…

Lado B do JP

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Ainda estou naquela ressaca emocional da perda do amigão João Paulo. Dar tchau (ou thau, como a Sophia uma vez escreveu numa mensagem para ele - e ele respondeu igual, aliás) para um cara que convive contigo como amigo, parceiro de criações, de movimento ambientalista (papo pra outra blogada), colega de trabalho, professor, compadre, copiloto de churrasqueira, conspirador da tomada da sede regional da Igreja Metodista...confesso que é um bocado de historinha que a gente dividiu com o JP.
E digo a gente, pois não estou só nessa saga. No sábado, pela manhã, enquanto nos despedíamos dele, as lembranças vinham aos borbotões. Desde a já mencionada invasão à Sede Regional da Igreja Metodista, para resolver um impasse referente a um congresso de Jovens da referida denominação (uma rasteira tomada por um então presidente de Federação com alma golpista...), às pichações de muro com o nome de nossa meteórica banda de rock, há muita história para contar, transitando entre o fato e a lenda.
Sim…

valeu, JP!

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Hoje tive uma notícia triste. Meu amigo, meu compadre, meu ex-colega, ex-professor, João Paulo Rito Rodrigues Aço, faleceu, de ontem pra hoje. Parceiro de papos, de churrascos feitos em uma lata de máquina de lavar roupas, de tomar vinho de qualidade duvidosa e preço bem pra estudantes que fomos, de viajar para eventos da igreja Deus lá sabe como, de ir de trem nas reuniões do CEDI em Canoas, de ouvir Raul Seixas na antiga casa episcopal da Igreja Metodista, de invadir a sede da referida igreja, para espanto de seu pai, o falecido Bispo Isac Aço...
Parceiro de compor canções, poucas mas boas, cover de Raul Seixas impagável, conhecia contracultura norteamericana e os beatniks como pouca gente, além de Jung e outros gênios. Curtia assar um churrasquinho, regado a vinho (barato), ou à famosa mistureba de cachaça em um abacaxi cavocado...
A cadeira de rodas não era limite para sua inteligência e capacidade de humor, impagáveis.
Lembro de nosso último papo, quando tentava convencer JP d…

aspectos psico-sociológicos da prática de estagiários/as de um certo órgão público

A pessoa chega. Um diretor, um gerente, um funcionário veterano olham, de cima pra baixo, olhos no currículo, muitas vezes resumidos até demais, parecendo perfil de Facebook. Aquela entrevista, aquele papo que lembra os velhos concursos de Miss Brasil ou similares. Só falta dizer que leu o "Pequeno Príncipe", que deseja a Paz Mundial e recitar a letra de "Imagine" de cor.
Aí tem aquelas fases dos estagiários e estagiárias. A primeira, quando a pobre criatura só falta pedir por favor pra entrar no próprio local de trabalho, e que qualquer novidade é o inesperado. A segunda, em que se sentem autônomos, senhores e senhoras de si e do seu campinho, felizes. A terceira, quando ficam doidos pra pegar alguma pessoa mais exaltada ao telefone, para ir demonstrando que aprendeu as regras de sobrevivência ao telefone com louvor, dando entradas de fazer inveja a zagueiro central de time do interior gaúcho. E a quarta, no final do estágio, quando começam a tomar café na xícara…

núcleo da célula

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Uma das principais características da célula eucariótica é a presença de um núcleo de forma variável, porém bem individualizado e separado do restante da célula. Ao microscópio óptico, o núcleo tem contorno nítido, sendo o seu interior preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos, distinguem-se o nucléolo e a cromatina. O núcleo é isolado do meio citoplasmático através do envelope nuclear.




ENVELOPE NUCLEAR



O envelope nuclear, anteriormente denominado carioteca, é diretamente conectado à extensa rede de membranas do retículo endoplasmático e é sustentado por redes de filamentos, a lâmina nuclear, formada por proteínas, e as laminas. Uma das funções do envelope nuclear deve ser a de proteger as longas e frágeis moléculas de DNA das forças mecânicas geradas pelos filamentos citoplasmáticos em eucariotos. O envelope é uma membrana dupla contendo um espaço, a cisterna perinuclear. O envelope é descontínuo. Nele, observam-se poros, guarnecidos por um complexo de poro, altamente se…

vaya con Diós, Talo!

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Perdemos, no dia 18. o cantor e compositor Raul Eduardo Pereyra, o Talo Pereyra. Argentino de nascimento, gaúcho de alma, cidadão do mundo, em seus 52 anos de carreira, traçou sua trajetória buscando preservar as tradições mais que os tradicionalismos. Talo estava com 67 anos de idade.
A história de Talo Pereyra com a música se confunde com sua vida, com, sua militância política, com seu ser. Talo iniciou-se no fazer musical na infância, na Argentina. As raízes, pelo lado do pai, foram tangos e marchas militares; pelo lado da mãe, folclore e música clássica. Aos 12 anos, recebeu seu primeiro violão, fez conservatório. Aos 12 anos compôs sua primeira música, apresentada no grande Teatro Coliseo Podestá, na cidade natal de La Plata.
Chegou ao Brasil depois do golpe militar, refugiado. Isso foi poucos dias depois do golpe que levara o general Jorge Rafael Videla ao comando da ditadura argentina, em 76. Na Argentina, sua esposa havia sido assassinada pela ditadura de plantão. Ele decide sa…

escondida no passado

O cara ultrapassa a barreira dos NTA e começa a lembrar do que fez com ares de memorialista. É, admito, este que vos bloga tem seus rompantes de memorialista, com certeza. Afinal, é muita coisa vivida, muito mico pago, muita historinha dialética, tipo o que dá pra chorar, dá pra rir, dependendo do ponto de vista ou da vista no ponto.
Isso foi em 1987, se a memória me ajudar. A peça "Escondida na Calcinha" bombava no Theatro São Pedro. Uma das atrizes, anos mais tarde, viraria uma amiga, professora da Sophia no Santa Inês.
Pois, lá pelas tantas, as atrizes se voltavam à plateia e perguntavam se havia algum músico entre os espectadores. Claro que o bobão aqui, que ministrava aulas na Academia do Professor Miranda, levantou o dedo.
Destino impiedoso e sarcástico, veio a pergunta da atriz:"tem que ter bom ouvido pra tocar p#nheta?"....
É.
Como você leu, sem o #, claro.
Em português claríssimo.
De repente, baixou em mim uma entidade dessas bem zombeiras e boas de re…