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A distopia nossa de cada dia

Cada vez mais, me convenço que as distopias, tão comuns como recurso de enredo de filmes e histórias em quadrinhos, estão no nosso dia a dia. Nos gibis dos X-Men a distópica realidade de "Dias de um futuro esquecido" traz a caça a mutantes pelos sentinelas, com a morte de vários personagens como o prato do dia. Na série da DC Comics "Kingdom Come", temos o resultado da morte do Coringa pelo anti-herói Magog dentro da comunidade heroica, após o palhaço ter exterminado toda (eu disse toda) a redação do Planeta Diário, inclusive uma certa sra. Lane... Tem outra da DC, mais recente, o Flashpoint, onde Flash, ao salvar sua mãe da morte, resolve seu Édipo da maneira mais desastrosa possível, que levou desde a nunca existência pública do ocupante de uma certa nave kryptoniana, a morte do Wayne mais novo no Beco do Crime, a aliança entre atlanteanos e amazonas para detonar a Europa e por aí vai.
Bom, voltando a nossa realidade, se alguém cochilasse em 2010 e acordasse hoj…

Paul Singer, operário em construção....

E Deus chamou Paul Singer pra ajeitar as coisas lá do lado de lá... E você vai perguntar, quem é o sr. Singer na fila do pão? Vamos contar a história dele...
Grande economista, grande homem da academia, foi peça chave no governo Lula, enquanto mentor da ideia de redistribuição de renda, daí os programas de Bolsa Família e assemelhados, uma das grandes sacadas dos governos do PT, que, infelizmente, estão na lista de espécies em extinção...
O professor nasceu numa família de pequenos comerciantes judeus, estabelecidos em Erlaa, subúrbio operário de Viena. Em 1938, quando a Áustria foi anexada à Alemanha, começou a nefanda perseguição aos judeus. A família, obviamente, decidiu emigrar antes que a coisa tomasse o rumo crítico que teve, e, em 1940, radicou-se no Brasil. Aqui, já tinha alguns parentes, estabelecidos em São Paulo.
Em 1951, Singer formou-se em eletrotécnica no ensino médio da Escola Técnica Getúlio Vargas de São Paulo, exercendo a profissão como operário da área entre 1952…

alguém me avisou pra pisar esse chão devagarinho

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A terça feira, dia 17, amanheceu mais silenciosa no Salgueiro... Perdemos dona Ivone Lara, grande diva do samba, herdeira da tradição das grandes damas do samba, como tia Ciata,  uma compositora e tanto, profissional da área da saúde por anos, autora de vários sambas, desses que o pessoal se pega cantando meio sem querer, sem lembrar de quem é a autoria. "Sonho meu", "Sorriso negro", "Acreditar", "Alguém me avisou"...E foi cantando a dor da negritude, da opressão sobre o negro e a negra no Brasil, que dona Ivone chegou, pisando esse chão devagarinho. 
Aqui esboço uma pequena biografia da diva.  Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 13/04/1921.  Seus pais, dona Emerentina, cantora de rancho, do Rancho Flor do Abacate e João da Silva Lara, mecânico de bicicletas, violonista e componente do Bloco dos Africanos. Aos seis anos de idade, ficou órfã de pai e mãe. Estudou no internato do Colégio Orsina da Fonseca, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, …

coisas....

Ontem, em meio ao correrio diário, me saltou aos olhos a postagem que uma querida amiga, de uma família amiga, colocou numa dessas redes sociais que todos sabem qual é mas por elegância não se fala o nome pra não dar Ibope pro gringo de plantão. Na postagem, a amiga destaca o ato inteligente da deputada estadual Manuela d'Ávila, ao empregar o texto de Mateus 6:16-18 para comentar o jejum midiático que o procurador Deltran Dallagnol anunciou em relação ao julgamento do habeas corpus do presidente Lula. Até aí tudo bem. A questão foi que a postagem inteligente foi feita num meio onde se presumia que as pessoas assim o fossem também, numa comunidade confessional da mesma igreja a qual a amiga (e toda sua família) está ligada. Bom...aí fechou a rosca...
Em meio a uma saraivada de discursos hidrofóbicos dextrófilos fundamentalistas, que fariam Bin Laden ser coroinha de congregação franciscana, alguns massacrando a língua mãe, cortando fora do campo a última flor do Lácio, veio o bombar…

sic transit o escambau!

Pelo que vejo, tá cheio de gente louco pra provar que Nostradamus tinha razão, que os Maias estavam certos, e por aí vai. Uma avalanche de tragédias cotidianas, desde o assassinato encomendado da dona Marielle, a reação dos capitães do mato de bota e bombacha à caravana do Luíz Inácio, a reação daquela senil-adora, incentivando os capitães do mato, enfim, toda uma sorte de acontecimentos sinalizam tempos difíceis pela frente. Não bastasse a constatação do óbvio, feita pela agência de estatística Lá em Casa, ao ver que aumentou substancialmente o número de pessoas em situação de rua, bem como voltaram a pedir, cada vez mais pessoas, recursos no sinal vermelho (até leite tá valendo), vemos as pessoas ditas "cidadãos de bem" insuflando ânimos e promovendo o ódio...tá complexo! E assim caminha a Humanidade...

para Marielle Franco

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Pai nosso dos pobres marginalizados,
Pai nosso dos mártires, dos torturados...

Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,
Teu nome é glorificado quando a justiça é nossa medida.
Teu Reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão.
Maldita toda a violência que devora vida pela repressão.

Queremos fazer tua vontade. És o verdadeiro Deus Libertador.
Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor...
Pedimos-te o Pão da Vida, o Pão da segurança, o Pão das multidões.
O Pão que traz humanidade, que constrói homens em vez de canhões.

Perdoa-nos quando, por medo, ficamos calados diante da morte!
Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é a lei mais forte.
Protege-nos da crueldade, dos latifundiários, dos prevalecidos.
Pai nosso revolucionário, camarada dos pobres, Deus dos oprimidos

(Zé Vicente)




CLOROPLASTOS, MITOCÔNDRIAS E PEROXISSOMOS

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CLOROPLASTOS, MITOCÔNDRIAS E PEROXISSOMOS
(publicado em NORMANN, Carlos Augusto Borba Meyer; Silva, J. F. ; MASCARENHAS, M. . Cloroplastos, Mitocôndrias e Peroxissomos. In: Carlos Augusto Borba Meyer Normann. (Org.). Práticas em Biologia Celular. 2a ed., Porto Alegre: Editora Sulina, 2017, pp. 89-114) INTRODUÇÃO A Teoria da Endossimbiose, criada por Lynn Margulis (1981), propõe que algumas organelas de células eucaróticas tenham surgido como consequência de uma associação simbiótica estável entre bactérias e cianobactérias e organismos eucariotos primordiais. Essa teoria sugere que as células eucarióticas nasceram como comunidades de organismos em interação, que se uniram numa ordem específica. Os elementos procarióticos poderiam ter entrado numa célula hospedeira por ingestão ou como parasitos. Com o passar do tempo, os elementos originais teriam desenvolvido uma forma de interação biológica do tipo mutualista, que que mais tarde se tornou uma simbiose obrigatória. Assim, postula-se qu…