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Mostrando postagens de 2018

admirável mundo doidão

Realmente, a atual campanha eleitoral parece uma montanha-russa, um admirável muito doidão. Agora o vice do Inominável, o outro nefando, veio com uma pérola: “a partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, é mãe e avó. E, por isso, torna-se realmente uma fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narco-quadrilhas”, afirmou o militar de pijama.

Claro, tal afirmação dá margem pra sacar o quanto o candidato despreza famílias chefiadas por mulheres. Na sua visão, seriam famílias mais vulneráveis ao aliciamento de jovens feito por facções criminosas. Só tem um detalhezinho: de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, cerca de 28 milhões de lares brasileiros têm uma mulher como principal provedora. Aliás, tal afirmativa irritou a muitos que viveram ou vivem tais situações familiares....
É. O número é esse. 28 milhões. Afora os que, de alguma…

voltando a primavera

Essa canção é linda, e representa a volta de Perséfone do Hades, que ocorre esta semana.  Sim, vais ler, achar que já viu algo parecido, é verdade. De Kleiton Ramil, gravada no CD "Sim", de 1990, no breve retiro sabático de sua parceria com o irmão Kledir, definido por ele como um período de busca de identidade, a linda "Voltar na primavera"


Vou voltar na primavera
É meu jeito de amar
Guarda cesta de cerejas
E um pouquinho desse mar
Na rua da escola
A escola que ardeu
Meu coração em chamas
De Lisboa

Tu não mais me acreditas
Já não posso dormir
Me sinto tão aflito
Meus sonhos são aí
À noite minha alma
Circula pelo cais
E as aves de Lisboa
Mandam sinais

Vem, vem meu amor
Vem que já estais aqui
Ah! Quem tem sede de viver
É feliz

Ah, ouça aqui essa pérola, no audio do programaço do próprio Kleiton Ramil: http://osulemcima.com/blog/2016/06/11/o-sul-em-cima-20-kleiton-ramil/

pra refletir

Pessoal
Só quero que reflitam um pouco.
Um dos candidatos á Presidência da República, cujo nome não vou falar pra não dar IBOPE, em dado momento, para pressionar o comando da corporação ao qual estava ligado, planejou, com alguns colegas, explodir bombas em sedes da Corporação no Rio de Janeiro e outras localidades. A mim, por razões óbvias, chama a atenção a ideia de detonar com a adutora de água de Guandu, que simplesmente abastece "apenas" a cidade do Rio.
A ideia "genial" tinha o objetivo de deixar clara a insatisfação dos coleguinhas da pessoa com o índice de reajuste salarial que seria anunciado em poucos dias pelo ministro da pasta ao qual os mesmos estavam ligados. Possivelmente atentados a bomba iriam ferir seriamente a autoridade do ministro e causariam convulsão social séria.
Interpretavam as ações como "explosões apenas para assustar". O cara tomou 15 dias de prisão. O Conselho de Justificação da Corporação reconheceu que o ser havia mentido, a…

(in)utilidade pública

atenção, leitores e leitoras!!
Virei coxinha, cortei o cabelo a zero e raspei a barba, entrei num partido de extrema-direita e passei a frequentar uma igreja pós-mega-hiper-neopentecostal, bem avidadinha, onde vou aos cultos vestido com a camisa do Inter.





É verdade esse bilete!




Extração de DNA em sala de aula

Adaptado do texto de Valesca Veiga Cardoso Casali, Emerson A. Casali e Carlos Augusto B.M. Normann, publicado originalmente em NORMANN, CABM (ORG.) Práticas em biologia celular. 2. ed. Porto Alegre: Sulina; Porto Alegre: Editora Universitária Metodista IPA, 2017. 303 p. Uso para trabalhos escolares permitido, desde que citando a fonte e os autores e autora.

Introdução
Macromoléculas de grande relevância biológica, os ácidos nucleicos, são usados pelas células de todos os organismos vivos para fornecer as instruções sobre os processos celulares, além de estocarem e transmitirem essas informações. A informação genética é decifrada através de um código genético, cuja tradução resulta na síntese proteica.
Existem dois tipos de ácidos nucleicos, ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA). Eles são polímeros lineares de monômeros de nucleotídeos unidos por ligações fosfodiéster. Existem quatro tipos diferentes de nucleotídeos tanto no DNA quanto no RNA. Os nucleotídeos são c…

DEGRADAÇÃO PROTEICA: PROTEASSOMOS

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Carlos Augusto B.M. Normann (Original publicado em NORMANN, CABM (ORG.) Práticas em biologia celular. 2. ed. Porto Alegre: Sulina; Porto Alegre: Editora Universitária Metodista IPA, 2017. 303 p.)
INTRODUÇÃO




A degradação proteica pode ocorrer nos lisossomas, endossomas secundários, no retículo rugoso e no citoplasma. Pode ocorrer pela ação de proteinases das mitocôndrias, das membranas, pode estar ligadas às enzimas denominadas caspases, ou depender do cálcio, como é o caso das calpaínas, que degradam moléculas do citoesqueleto, ajudando em seu reciclo. A célula apresenta, pois, mais de uma forma de reciclar proteínas. Uma delas envolve o marcar as proteínas para degradação, dirigindo-as a um complexo enzimático de desmanche proteico. Os proteassomas são esses complexos enzimáticos citoplasmáticos, compostos por diversas classes de proteases dispostas em torno de um conduto central. As proteínas citossólicas, quando danificadas, mal dobradas, desestruturadas ou com aminoácidos oxidados, …

luto

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Não há muito o que dizer quando o maior museu brasileiro, focado nas áreas de Biologia, Geologia, Antropologia e Arqueologia vira em cinzas. Quando a História vira pó, o imponente esqueleto de megatério calcinando, múmias de séculos e séculos destruídas por chamas, um acervo impagável todo consumido por chamas...

Sempre considerei um dos meus lugares favoritos da cidade do Rio de Janeiro aquele museu, na Quinta da Boa Vista. Mexia com minha sede de saber, a curiosidade, o querer conhecer mais.

Agora, o palácio do conhecimento virou poeira, cinza, calcinado está.

Agora, o reflexo dos efeitos do golpe sobre Ciência, Educação e Tecnologia afloram.

Luto. Tristeza. Nada pagará ou consertará o que o fogo levou.

E parabéns aos colegas pelo Dia do Biólogo. Apesar das chamas do museu.



de punhetas e grelos d'além mar...

Daí aquele teu amigo português, ou de origem lusitana, inventa de perguntar no restaurante se ali servem punheta...bom, como somos dois países separados pelo mesmo idioma, dá pra imaginar a saia justa que as terminologias podem vir a causar.
Voltando á punheta: que raios é isso, ó pá? Punheta de bacalhau é o dito peixe, desfiado, dessalgado e cru, temperado com cebola, alho, azeite de oliva, salsa ou coentro, pimenta, alguns colocam vinagre, enfim, é um bacalhau desfiado, que se come frio, tipo saladinha.
Aí pergunta, na inocência, se antes da punheta vem uma sopa de grelo na entrada.
Pausa pro estado de choque. Como assim grelo??? Não basta a evocação a Onan, o bárbaro, e ainda me vem com o grelo??? É de enfartar a TFP, com certeza!! E ainda te falam que uma sopa de grelos é algo que deve anteceder uma boa punheta... Bom, risadas inevitáveis, com certeza, pra quem não é iniciado no português d'além mar.
Peraí, antes que venham com tochas e forcados para cima do blogueiro aqui, e…

deu na rede: ceva do bagulho!!

Deu na rede:  uma empresa com sede em Ontário, no Canadá, chamada Province Brands, bolou uma bebida que vai deixar felizes e alegres adeptos da loira gelada e do cigarrinho do capeta! Pois os tais canadenses acabam de criar a primeira cerveja (sem álcool) feita inteiramente a partir da planta de cannabis. É, não tem o barato do álcool, mas é feita de ganja!
Como assim???? Pois é, em vez de ser fabricada com cevada e infundida com THC, essa cerveja é “fabricada a partir dos talos, caules e raízes da planta de cannabis”, segundo o austero jornal  “The Guardian”.
O bacaninha é que tem mais ceva com a boa e velha erva! A Lagunitas, da Heineken, colocou recentemente no mercado californiano uma bebida parecida. Outra empresa do ramo é a Constellation Brands, que está testando uma cerveja com infusão de cannabis para o mercado internacional. O criador do Blue Moon, Keith Villa, em breve distribuirá a Ceria Beverages, que vai além infundindo na beberagem o mais puro com infusão de THC, ond…

Dia do/a Amigo/a

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Dia do Amigo, da Amiga... Cada pessoa tem seu tipo de amigo/a preferido/a. Uns preferem quem não ultrapassa os limites do sociável, ficando na sala e nem relando a pia de louças depois daquele rango. Há outros não se importam com amigos que, quando chegam a sua casa, logo vão abrindo a geladeira, perguntando o que tem para comer, usando seu chinelo e chamando sua mãe de tia. Conhecemos alguns assim....
Amigos são amigos e pronto. De todas as formas, tentam fazer nossas vidas sempre mais felizes, divertidas e interessantes, mesmo que encham o saco ligando às 23h45 para discussões existenciais, tomem seu estoque de cerveja ou sejam colorados.
Amigos são como irmãos que podemos escolher e ainda dizer o que gostamos neles e o que não gostamos, sem correr o risco de sermos acordados sem cobertas no meio da noite ou sem que aquele jeans do varal receba um banho de alvejante só por sacanagem... O legal da amizade é a diferença entre nós que nos torna tão cúmplices e tão próximos, mesmo que …

Rato 2x0 Bahia!!!!

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Essa é séria! Parece piada, mas, no segundo tempo, quando o cruzmaltino carioca, que aplicava 2x0 no Bahia, tentando o terceiro gol, para, pelo menos, levar para os pênaltis o jogo contra o Bahia (o tricolor soteropolitano havia empilhado três nas redes vascaínas), após o segundo gol do time carioca, eis que um inusitado reforço entra em campo. De origem humilde, como muitos boleiros famosos, esse daí veio de baixo. Mas bota "de baixo" nisso... Certamente cria das bases do time de São Januário, nascido ali naquele gramado, ou na sua beirada, certamente. O que importa é que teve seus minutos de fama e glória!
Entrando de forma rasteira, para jogar mordendo, cair para dentro do campo de ataque do alvinegro carioca, atacando e defendendo, indo nas canelas dos baianos visitantes, na expectativa de emplacar o terceiro, quem sabe o quarto gol, ele entra. Pequeno, o atacante infiltrou-se no ataque, passando pelos zagueiros e indo buscar bola lá na intermediária, como convém a um a…

Lado B do JP

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Ainda estou naquela ressaca emocional da perda do amigão João Paulo. Dar tchau (ou thau, como a Sophia uma vez escreveu numa mensagem para ele - e ele respondeu igual, aliás) para um cara que convive contigo como amigo, parceiro de criações, de movimento ambientalista (papo pra outra blogada), colega de trabalho, professor, compadre, copiloto de churrasqueira, conspirador da tomada da sede regional da Igreja Metodista...confesso que é um bocado de historinha que a gente dividiu com o JP.
E digo a gente, pois não estou só nessa saga. No sábado, pela manhã, enquanto nos despedíamos dele, as lembranças vinham aos borbotões. Desde a já mencionada invasão à Sede Regional da Igreja Metodista, para resolver um impasse referente a um congresso de Jovens da referida denominação (uma rasteira tomada por um então presidente de Federação com alma golpista...), às pichações de muro com o nome de nossa meteórica banda de rock, há muita história para contar, transitando entre o fato e a lenda.
Sim…

valeu, JP!

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Hoje tive uma notícia triste. Meu amigo, meu compadre, meu ex-colega, ex-professor, João Paulo Rito Rodrigues Aço, faleceu, de ontem pra hoje. Parceiro de papos, de churrascos feitos em uma lata de máquina de lavar roupas, de tomar vinho de qualidade duvidosa e preço bem pra estudantes que fomos, de viajar para eventos da igreja Deus lá sabe como, de ir de trem nas reuniões do CEDI em Canoas, de ouvir Raul Seixas na antiga casa episcopal da Igreja Metodista, de invadir a sede da referida igreja, para espanto de seu pai, o falecido Bispo Isac Aço...
Parceiro de compor canções, poucas mas boas, cover de Raul Seixas impagável, conhecia contracultura norteamericana e os beatniks como pouca gente, além de Jung e outros gênios. Curtia assar um churrasquinho, regado a vinho (barato), ou à famosa mistureba de cachaça em um abacaxi cavocado...
A cadeira de rodas não era limite para sua inteligência e capacidade de humor, impagáveis.
Lembro de nosso último papo, quando tentava convencer JP d…

aspectos psico-sociológicos da prática de estagiários/as de um certo órgão público

A pessoa chega. Um diretor, um gerente, um funcionário veterano olham, de cima pra baixo, olhos no currículo, muitas vezes resumidos até demais, parecendo perfil de Facebook. Aquela entrevista, aquele papo que lembra os velhos concursos de Miss Brasil ou similares. Só falta dizer que leu o "Pequeno Príncipe", que deseja a Paz Mundial e recitar a letra de "Imagine" de cor.
Aí tem aquelas fases dos estagiários e estagiárias. A primeira, quando a pobre criatura só falta pedir por favor pra entrar no próprio local de trabalho, e que qualquer novidade é o inesperado. A segunda, em que se sentem autônomos, senhores e senhoras de si e do seu campinho, felizes. A terceira, quando ficam doidos pra pegar alguma pessoa mais exaltada ao telefone, para ir demonstrando que aprendeu as regras de sobrevivência ao telefone com louvor, dando entradas de fazer inveja a zagueiro central de time do interior gaúcho. E a quarta, no final do estágio, quando começam a tomar café na xícara…

núcleo da célula

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Uma das principais características da célula eucariótica é a presença de um núcleo de forma variável, porém bem individualizado e separado do restante da célula. Ao microscópio óptico, o núcleo tem contorno nítido, sendo o seu interior preenchido por elementos figurados. Dentre os elementos, distinguem-se o nucléolo e a cromatina. O núcleo é isolado do meio citoplasmático através do envelope nuclear.




ENVELOPE NUCLEAR



O envelope nuclear, anteriormente denominado carioteca, é diretamente conectado à extensa rede de membranas do retículo endoplasmático e é sustentado por redes de filamentos, a lâmina nuclear, formada por proteínas, e as laminas. Uma das funções do envelope nuclear deve ser a de proteger as longas e frágeis moléculas de DNA das forças mecânicas geradas pelos filamentos citoplasmáticos em eucariotos. O envelope é uma membrana dupla contendo um espaço, a cisterna perinuclear. O envelope é descontínuo. Nele, observam-se poros, guarnecidos por um complexo de poro, altamente se…