terça

Nem parece que estamos na segunda semana de agosto...a agenda exige malabarismos com o tempo, te fazendo desenvolver um jogo de cintura digno de passista de escola de samba carioca. É aula aqui, reunião ali, vistoria sobre a cidade, desce estrada, sobe estrada, anda na BR 116 com a velocidade de uma lesma reumática, a pilha de trabalhos começando a dar cria, rever os roteiros de aula novos e antigos, os trabalhos dos alunos lotando a caixa postal, às vezes dão uma vontade de dar um solene chute em algumas coisas, entrar na primeira caverna (pode ser uma das paleotocas da BR 116, em Novo Hamburgo, são bem legais pros devidos fins) e pedir pra ser acordado na abertuda da Copa do Mundo...

Bom, como diria Chico, "me calo com a boca de feijão" ao me dar conta de que é preferível meu "tira o tubo" do que o ócio forçado que muita gente boa passa por aí, em que pese o ufanismo oficial de que estamos na sétima economia do mundo, segundo nosso ministro com nome de laticínio. Tá bom, votei nela no segundo turno! No primeiro turno, me rendi ao voto verde-marina, embora reticente com suas companhias...se a Globo dá muita força eu começo a suspeitar se é coisa boa ou não, em todo caso, fomos no currículo da acreana, que ousou bater de frente com a então primeira-ministra, digo, chefa da Casa Civil (dá no mesmo, pô!). Outro dia mesmo vi um desses programas de pesca, peixões e mato bonito da Discovery em que sutilmente foi lembrado que uma determinada área da Amazônia dará lugar a uma hidro-elétrica, desfazendo um precioso corredor de peixes...coisas do "progresso" em tempos de efeagá, lula molusco da silva e companheira dilma. Pois para muitos políticos, é fácil o adesismo à questão ambientalista. É fácil você ver políticos de carreira se dizendo defensores das causas ambientais, como que tentando seduzir alguns descerebrados. No entanto, quando se empilham nos órgãos ambientais os pedidos capengas de licenciamento, feitos na base do "a gente dá um jeito", logo os próprios mandatários, amparados numa imprensa vulturina, acusam órgãos ambientais de lentidão.

Na verdade, a lentidão alegada é, em verdade, cautela e zelo. É tratar a questão ambiental com dignidade, com deve ser. Muitos tratam de forma cartorial os órgãos ambientais, notadamente os licenciadores. Como se bastasse emitir a licença formalmente, receber financiamentos bancários e outras benesses, e virar as costas para o pautado pelo licenciador. O Ministério Público está repleto de casos em que houve o descumprimento de licenças, emitidas com restrições e limites bastante claros pelos órgãos licenciadores.

Novamente, vemos a irresponsabilidade das pessoas, a sanha de consumir rápido, de viver o hoje e o agora, e que se lixe o "pacto pela sustentabilidade", tão propalado pelas assembléias ambientalistas da ONU. Resta seguir as exigências, a qualidade, a conduta técnica, apesar de tudo, das pressões, dos jeitinhos...





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