alma de caracol...


Somos poeira da estrela azul
Rubra crista, cristal
Vento forte, canavial
Doce mel do mar
Alma de caracol
Rastro aceso ao luar, farol
Na asa de cada olhar
Ilusão, febre, talismã,
Concha talhada a mão
Cabelo do trigal
A solidão do sol
Espalhando em cada gesto seu olhar
Derramando em cada olho seu azul
Somos transparência da manhã
Ar, aroma, romã,
Segredo, suave mar,
Anil, camaleão
Verão, cor, aliança
arco-íris, florir do chão
Escuridão da dor
Borboletas no coração
Fogo na imensidão
Trilha do temporal
A solidão do sol
Infelizmente, hoje em dia, quando se fala em música latino-americana, pouco se ouve dos clássicos dos anos 80, como Tarancón e Raíces de América, ou dos pioneiros Victor Jara, Atahualpa Yupanqui, Violeta Parra e Mercedes Sosa. Me lembro dos shows da reitoria da UFRGS, ou das chances que tive de vê-los em Sampa. A orquestração com instrumentos de origem andina até hoje soa como carinho aos ouvidos. O Tarancón ainda mesclava às várias formas da latinidad, do Caribe, Andes, Pampa, Chaco e Plata, a coisa do verdadeiro sertanejo (nunca confundam com o sertanojo que polui ouvidos e mentes e é consumido como se fosse oxy ou crack - até por ser outra droga...). Era lindo ouvir o casamento do charango boliviano e das flautas andinas com a nossa viola caipira...inesquecível a canja do Almir Satter com o Tarancón na reitoria da UFRGS, cantando a inédita (na época) Trem do Pantanal, um verdadeiro hino da nossa música de raiz. Bons tempos de boa música. Santo youtube para nos resgatar esses momentos, e poder mostrar pra Sophia que ainda tem como ouvir música boa. Ela mesma foi cooptada ao som do refrão de Mira Ira, desde novinha. Experimente. Vale a pena ouvir boa música em idioma estrangeiro que não somente o inglês!

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