véspera de feriado

Enfim troco de tela...sai licença ambiental requerida a toque de caixa (é urgente...) e entra o hábito de alimentar com letras o blogue. Bom, sempre disse que uma coisa urgente é aquela que não foi pedida em tempo hábil, demandando atropelos, estresses e coisas do tipo. Pois bem, prefiro fazer com que o ritmo das coisas se siga no seu jeito...

Logo mais, estarei pegando Sophia, o que por si é um prelúdio de feriado. Dia da Criança, Dia do Descobrimento da América, Dia de Nossa Senhora Aparecida, a escolha é sua. Para os católicos romanos, é o dia da padroeira, a santa de barro recolhida das águas, de cor escura, diferente dos santinhos com faces européias das igrejas tradicionais. O que me causa certo espanto é saber que a imagem humilde de argila é ornada com uma coroa e manto caríssimos, que em nada condizem com a mãe do Cristo, ou com o próprio...

Sobre o descobrimento da América... Colombo morreu pobre, sifilítico, tuberculoso, e ainda viu o continente que descobriu, jurando que havia chegado ao Oriente, ganhar o nome de outro aventureiro, denominar uma nação que se apropriou do nome de todo o bloco continental e de pedaços dos outros países... This is not America, diria Pat Methèny, definitivamente!

Resta o Dia da Criança. Por mais que o CDL bata palminhas para o dia de amanhã, ainda devemos lembrar das palavras de uma das primeiras pessoas da História a dar voz e vez às crianças. Cristo praticamente inventou o conceito de infância, ao valorizá-la. Nos textos bíblicos, as crianças eram contadas "por atacado", sem serem nominadas. Pois o carpinteiro de Nazaré ouviu, valorizou a palavra de um menino, que balbuciou ter peixes e pão uma vez...e assim, tocou o coração de um bando de sovinas, que permitiu recolher cestos e cestos de sobras de todo um grupão de pessoas. O mesmo mestre xingou seus discípulos, que insistiam em afastar os pentelhinhos que queriam estar com ele, ganhando um carinho, ouvidos para suas palavrinhas e um sorriso que dificilmente teriam em suas casas, e sempre lembrando que "deles é o Reino de Deus", e lembrou que somente receberia o Reino de Deus quem  recebesse como uma criança, em alegria e inocência.

Ser criança é tudo de bom, devemos permitir a infância aos nossos pequenos e pequenas, e a nós mesmos, caramba! Triste é o adulto que não sabe as alegrias de sentar no chão, ver um desenho animado, tomar um achocolatado deixando um bigode de leite marrom no rosto (não aquele da soda cáustica, por favor...), que não rouba batatinhas e bolinhos do lado do fogão, que não curte comer amoras, pitangas e araçás direto do pé... Cristo, Wesley, Monteiro Lobato, vários ajudaram a reinventar a infância. Agora é curtir o dia delas...e nosso também!!!!




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