por um amigo, que a verdadeira Justiça se faça!

Eu transcrevo o texto, de lavra do rev. Sérgio Marcus Lopes, divulgado através da rede Metodista Confessante. Recentemente, um grande amigo foi vítima da caça às bruxas instalada neste país nos últimos anos, a serviço sabe-se lá de quem (ou sabemos).

No livro de Amós, está escrito: “vocês estão transformando o direito em amargura e atirando a justiça ao chão... Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!” (Amós, capítulo 5, versículos 7 e 24).

"No último ano, a Polícia Federal deflagrou uma operação investigando esquemas de corrupção por parte de agentes públicos e grandes empresários em Governador Valadares (MG). Nesse período o nome do então secretário municipal de Educação Jaider Batista da Silva já havia sido envolvido no processo. Desde então, Jaider prestou-se a esclarecer os fatos, apresentando às autoridades judiciárias e policiais os documentos que comprovavam sua inocência.

No entanto, no último dia 10 de agosto de 2016, Jaider foi preso, mediante mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal. Tal pedido já havia sido negado duas vezes, pelo fato de não ter sido identificado fundamento, uma vez que se baseia unicamente em delação premiada, criminosa, de réu confesso que procura se beneficiar deste instituto jurídico (tão deturpado atualmente). Ademais, não há indício de veracidade dos fatos alegados.

Desde o dia 10 de agosto, Jaider Batista da Silva teve contato apenas com advogados e tem sido linchado moralmente por veículos de mídia. O verdadeiro Jaider, pelo qual testemunhamos, sempre se mostrou um ser humano justo, correto e comprometido com a promoção da vida, da paz e da justiça. Como cristão, sempre esteve a serviço do Reino de Deus e das pessoas e grupos vulneráveis e desfavorecidos. Temos participado de processos educativos e de participação popular buscando aperfeiçoar os mecanismos de acesso e defesa de direitos.

Muitos de nós fomos e somos participantes desta busca junto com Jaider: nos estudos, nas igrejas, nas universidades, na luta indígena, na luta pelos direitos humanos, pelo direito das crianças e adolescentes. Somos amigos/as e parceiros/as das tantas atividades, mas somos mais que isso: somos fiadores do trabalho responsável, ético e transparente que Jaider Batista da Silva vem desenvolvendo no espaço das políticas públicas em especial na educação.

Também nós, que repudiamos a prisão de Jaider, queremos justiça e ética! Não aceitamos que os recursos públicos e as políticas públicas sejam sucateadas e negociadas nas tramas de interesses de minorias e manutenção de elites no poder. Somos favoráveis à luta contra a corrupção no Brasil, mas exigimos integridade no uso de mecanismos de defesa e de dignidade das pessoas envolvidas e suas famílias. Contamos com o apoio das pessoas de boa vontade para que se juntem a nós nesta causa, a fim de que a justiça seja de fato alcançada e nosso irmão Jaider Batista da Silva seja liberto imediatamente."

Pessoalmente, eu posso falar do Jaider que conheci na juventude, sempre com posições bem definidas e caráter idem, parceiro de mutirões Brasil afora... O conheci num mutirão promovido pela Igreja Metodista na periferia de Belo Horizonte, onde ele nos iniciou no “mineirês”, onde sentamos, eu, ele e nosso comum amigo João Paulo Aço, nas tábuas da arquibancada de um circo mambembe na vila onde estávamos em mutirão... caminhamos juntos nas ruas de Sabará, na praça em Beagá. Lembro daquela vez em que nos reencontramos em Piracicaba, já em 1997, com o mesmo amigo João Paulo e outros parceiros de caminhada. Com carinho, me recordo do Jaider reitor do IPA, que abriu as portas da instituição para moçambicanos/as, angolanos/as, haitianos/as, timorenses, para o pessoal da Liga Campesina, do povo Kaingang, da Pastoral Rural, do CECUNE, para todos e todas esquecidos/as da sociedade. Com ele, a instituição ficou grande, não apenas no número de cursos, mas nas ações. Levar a faculdade de Serviço Social para o Madre Pelletier, onde as detentas puderam obter título universitário, incentivar ações inclusivas, sempre lembrando da raiz metodista. Quantas vezes reuníamos os/as metodistas da casa em cultos na capela do Colégio Americano, ou em jantares feitos a várias mãos na bem equipada cozinha da instituição? 
 
Há muito o que falar de Jaider, expressando nosso desagravo a ele. Algo está muito mal explicado. O homem simples e decente que conheci não jogaria fora sua História. Força, meu amigo!!

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