deu no Pragmatismo...esse passou dos limites da idiotice!

Deu no Pragmatismo Político: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/10/benjamin-netanyahu-diz-que-holocausto-foi-sugestao-palestina.html

Pois o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que nunca foi um exemplo de tolerância aos povos palestinos, árabes e outros da banda de lá, se superou... Ele consegue ser do extremo mais extremo da direita global, com declarações cada vez mais reacionárias que abalam as tentativas de décadas de aproximação entre os povos de lá. Pois o premier afirmou nesta última quarta-feira (21/10) que ninguém menos que Adolf Hitler teve séria influência ao engendrar o Holocausto contra o povo judeu (e os demais que entraram na roda), por influência do líder palestino da época, o grão-mufti de Jerusalém Haj Amin al-Husseini. Segundo a "sapiente criatura", o plano inicial de Hitler era "só" expulsar os judeus, mas ele teria mudado de ideia e teria sido convencido a enviá-los para a morte nos malditos campos de extermínio após um encontro com o líder palestino.

A polêmica declaração foi dada durante o 37º Congresso Sionista Mundial em Jerusalém. A coisa por lá anda pesada, existe uma onda de crescente violência entre israelenses e palestinos na Cisjordânia, em Gaza e em Israel. Pra ter ideia, mais de 54 mortos (46 são palestinos...a disparidade continua).

“Hitler não queria exterminar os judeus naquele momento, ele queria expulsá-los. E Haj Amin al-Husseini foi até Hitler e disse: ‘se você expulsá-los, eles virão todos aqui [à Palestina]”, contou Netanyahu. Segundo o premier, Hitler teria então perguntado: “o que eu deveria fazer com eles?” e o grão-mufti teria respondido: “queime-os”.

Claro que a comunidade palestina não ficou quieta diante da atrocidade vomitada pelo líder direitoso. O secretário-geral da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Saeb Erekat, afirmou na quarta mesmo que as declarações de Netanyahu são “moralmente indefensáveis e incendiárias”. Conforme o líder palestino, “Netanyahu odeia tanto os palestinos que está disposto a absolver a Hitler do assassinato de seis milhões de judeus”. Netanyahu, em outro episódio, em 2012, havia declarado no Knesset (Parlamento de Israel) que Husseini foi “um dos arquitetos que lideraram” o Holocausto.

Alguns historiadores e pesquisadores tentaram renegar a tese do Holocausto, mas essa absurda afirmativa fora rejeitada pela maioria dos acadêmicos respeitados. Algo do tipo do sujeito aquele de Porto Alegre, que insiste na tese do Revisionismo Histórico, tentando nos convencer da inexistência do Holocausto. Além disso, mesmo os (muito) poucos escritores que levam em consideração o encontro de Husseini com Hitler para traçar alguma teoria conspiratória esquizofrênica — que ocorreu de fato em novembro de 1941 com Hitler — estes autores não conseguiram comprovar que a conversa descrita por Netanyahu é realmente verídica. Ou seja, só quem quer nutrir o ódio que dá corda para o alucinado líder hebraico e outros doidos revisionistas. O cara, para sustentar suas ideias contra o povo palestino, se arma do que tem de mais nojento na História, o maldito revisionismo-negacionismo. Durma-se com um barulho desses...

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