começando bonito o ano!

E deu na internet. Gilberto Gil fez uma bela música para o grande violonista gaúcho Yamandu Costa. Assim como eu, são dois gremistas. No caso do Gil, apostaria que seu gremismo tem a ver com uma velha amiga dos anos 60, uma tal moça do IAPI chamada Elis Regina Carvalho Costa, que também seguia a religião tricolor, em que pese devota do clube do Parque São Jorge, hoje Arena Itaquera, vulgo Timão. 

E sabem muito de música os dois. O ex-executivo da Gessy-Lever, que mostrou que dava pra tocar música bem brasileira usando as (na época) demonizadas guitarras elétricas, juntando as influências de Gonzagão com João Gilberto, Beatles e toda a doideira tropicalista, o cara que aproximou Jamaica e Brasil musicalmente, que falou de peito aberto da porção mulher na antológica Super-Homem, a canção, o contador de histórias em forma musical (Domingo no Parque e A Novidade são exemplos primorosos), um dos maiores e mais queridos compositores brasileiros, homenageia um dos maiores violonistas brasileiros. A obra está neste link: https://t.co/Lt64aqmbBv

Cabe lembrar que os gênios já se encontraram, tocando juntos. O primeiro encontro musical de Gil com Yamandu Costa foi no programa "Altas Horas", tocando "Drão", de Gil (olha lá,  https://www.youtube.com/watch?v=f2mFP0Dx5eA). Gil explicou a vários blogues que sua homenagem é também uma resposta aos que criticam a virtude do instrumentista de tocar muito rápido, maestria rara. De fato, qualquer um que queira tocar violão decentemente quer ser Yamandu quando crescer, o guri tem uma agilidade única, mata a pau mesmo! Gil fez uma obra com uma daquelas longas introduções, meio que convidando o homenageado a ser também parceiro. Deleite-se com a bela canção!

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