machismo vermelho

Meu avô deve estar rindo pra caramba, onde ele estiver. Pelo jeito, os vermelhinhos aparecem mais na mídia pelas presepadas do que por algo parecido com futebol, senão, vejamos:

1. Os caras suaram a uma temperatura invernal para ganhar da Luverdense (quem???), no Beira-Lago. Primeiro, o gol saiu aos 47 do segundo tempo. Depois, o gol saiu em meio a uma bruta confusão da arbitragem que validou um gol cheio de controvérsias (e nos acréscimos). 

2. O treinador dos moranguinhos, o outro Guto, o Ferreira (poxa, ainda por cima tem o sobrenome da minha avó paterna esse Guto genérico...), após o apito final, fez bobagem na entrevista. O "professor", no linguajar dos boleiros, foi questionado pela repórter Kelly Costa, da RBS TV, sobre a má pontaria da equipe. Na resposta, a pérola machista do técnico: não responderia com outra pergunta porque dona Kelly "é mulher e, de repente, não jogou". Claro, teve que se retratar... O treinador dos vermelhinhos ficou mais vermelho que o uniforme do seu time ao declarar suas desculpas à profissional da latinha. 

Pausa. Que naba de sociedade machista é essa que vem com papinho babaca de que "mulher não joga futebol"???? Esse mané nunca viu a Martha jogando? Se o time dele jogasse metade do que as meninas da Seleção Brasileira Feminina jogam, não estariam tão seriamente fadados a não retornar à série A do Brasileirão, ou, quiçá, cair meteoricamente para a série C. Ser quinto colocado na Série B, super competitiva, não chega a dar camisa pra ninguém!! Ganhar daquele jeito de um time modesto, que segurava bravamente o empate, com um gol mais esquisito que letra de médico com pressa, convenhamos...

"pois é, professor, o senhor de repente, não jogou, e nem o seu time..."

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