luto...obrigado, Cleo!

Despedidas de entes queridos são sempre doloridas. Doze anos de convívio, de carinhos, de tantas coisas bonitas...como disse a Sophia no seu espaço do Facebook, faleceu nossa amada Cleópatra, ou, mais simplesmente, a Cléo Chow. Quando a gente pensa em carinho, conforto, abraços, olhares profundos e uma lambida de uma língua roxa, pensamos nela. Quando pensamos na guardinha invocada, que latia e uivava como uma loba, lembramos dela, a lobinha negra que o Céu acolheu no último domingo, dia 2 de julho. Sentir aquele pelame macio e negro entre os dedos, aquela figuraça de rosto lindo sentada ao meu lado (muitas vezes no colo da Ka), com aquela cabeça enfeitada por uma juba peluda, latindo para todo e qualquer que tivesse a ideia de aproximar do carro...tudo isso é saudade.

Cleo no colo de Ka...curtindo a rede e os afagos da Sophia!

Saudade do filhote fofinho, que virou uma cachorrona linda, cuidadora de sua família humana, que adorava brincar com os gatos, seus amigos esquisitos que faziam "miau"... que era a melhor ouvinte e confidente do mundo, afinal prestava uma atenção em tudo o que falávamos a ela... A amiga peluda, de pelagem negra...Dizem os chineses que a língua roxa se deve à curiosidade da raça. Quando Deus estava pintando as estrelas, deixou cair alguns respingos de tinta no chão, que teriam sido lambidas por chowchows..

doida pra passear

Chowchows sempre foram os "cães de guerra" dos chineses e mongóis, os mascotinhos de Gengis Khan e Sigmund Freud. Sim, o dr. Freud era acompanhado por uma chow chamada Jo Fi nas consultas, com seu olhar psicanalítico 100% confiável. Jo Fi costumava levantar-se para notificar o paciente que seu tempo estava esgotado. “Se Jo Fi manifesta desagrado por alguém que nos visita, pode estar certo que há alguma coisa errada com essa pessoa” disse Freud certa vez. Cleo era bem assim...

Quando Genghis Khan conquistou o seu império, os cães que acompanhavam suas forças eram, provavelmente, chows. Conta a lenda que "a escuridão da boca do chow é a proteção contra espíritos do mal". Cleo, como chow, possuía um olfato notável, muita força e um senso de humor único. Foram doze anos de muito carinho, brincadeiras, e, claro, o poderoso latido...
acima, com a Clarinha; abaixo, com a Sophia e vó Laís

Qualquer dia a gente se encontra, minha amiga, minha guardiã, babá de minhas filhas, meu anjo de língua roxa e pelos negros. Fica com Deus e São Chiquinho, Cléo!!
Vamos lá, quero dar uma banda!!!!
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Bela, língua roxa e do pátio

do jeito que ela curtia...

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