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Vazio. É o que sinto em minha vida, em relação à minha cachaça de docência, como diria o amigão Jean... Qual tremedeira de um alcoólatra afastado do vício... Tá certo, ele está parcialmente preenchido, com doses de sala de aula que lembram as doses de nicotina de um desses adesivos para fumantes em re-habilitação. Mas é pouco, embora delicioso. Por mais que tivesse uma rotina de enlouquecer monges, a sala de aula, em doses de 30 horas semanais, me equilibrava um pouco, me dava alegria, muito embora tivesse que ouvir "pérolas", como parte do ônus da profissão.

Alguém vai dizer que estou falando de barriga cheia. Talvez. A questão é que a sala de aula me dá vida, me complementa, me instiga, me faz ir além. O fato de sempre estar lendo sobre novidades, que com gosto compartilho com alunos/as, de sempre procurar levar o gosto pela docência como algo transparente, como marca pessoal, sempre fizeram a diferença para mim.

E hoje... felizmente, as horas noturnas são como um bálsamo para um joelho lecionado. Pode não curar a dor, mas alivia, dá uma luz no final do túnel, uma esperança de que a coisa pode vir a melhorar, enquanto "me calo com a boca de feijão", como diria Chico Buarque.

Logo mais, falarei sobre meninges, medula, mostrarei fotos, tentarei passar a paixão adiante na sala de aula. Resta o sonho acalentado de voltar a usar a memória e o quadro, as projeções e a alma para levar conhecimento e informação para as pessoas na minha frente... E vamos na esperança, sempre!


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