números....

A vantagem de ter uma enfermeira ao seu lado (no meu caso é literal) é ter uma espécie de SAMU 24 horas pronta pra te enfiar um termômetro no sovaco, um chá goela abaixo, ou ainda um esfigmo pronto pra garrotear teu braço e soltar números que te apavoram ou te aliviam. Hoje, fiquei no pavor. Afinal, acordar para um monte de atividades e pedir, "por via das dúvidas", pra Karina verificar a pressão arterial parecia um ato de rotina. E o é. Hoje, no entanto, o olhar assustado da Ka e o aperto crescente no braço revelaram os números indesejados: 190 x 90. Parei. Pensei. Pedi um reiki, para tentar domar o monstro interno.... nada de medicamentos sem antes passar em um médico.

Reflito sobre o momento. Penso nos últimos meses, últimos dez meses. Alegrias, angústias, tristezas, estresses e estressores, surpresas boas e ruins, pessoas de todos os jeitos e perfis... Tudo bem, faz um tempo que não me devoto a mim mesmo, desde abril. A BR 116 piora a cada dia, o que parecia impossível e impensável. O Grêmio tem aquele Moreno entregando o ouro pro bandido... eleições a caminho....Cenário do apocalipse, com certeza.

O aperto no coração não é apenas figura de linguagem, passa a ser rotineiro. A traiçoeira pressão, no meu caso, chega silente, sem dores de nuca ou fagulhas no olhar, nem tonturas nem dor de cabeça, no máximo uma náusea, como a que me derrubou na segunda.

Preciso de férias. Ou de artérias que se recusem a ser contraídas pelos estressores do dia a dia.

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