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viajando...

E tem dias em que fazem falta alguns itens ainda restritos à ficção científica ou à ciência fictícia, como queiram. Teletransporte, criogenia, dimensões paralelas, clonagem somática total, limpeza de memória, viagens no tempo, wormholes...vários itens da ficção poderiam fazer parte de nosso cardápio operacional diário. Poder voltar ao passado e reverter problemas, mesmo que criando realidades paralelas... evitar engarrafamentos por teletransporte.... criar clones para que eles estejam em compromissos enfadonhos e possamos aproveitar horas preciosas da vida... congelar nossos corpos sem risco de danos, despertando-os na hora oportuna, perguntando a nossos descendentes sobre o que aconteceu na última década... ou ainda arriscar uma banda em exoplanetas surfando em wormholes, trocando anos-luz por segundos de passeio entre tempo e espaço. Parece fuga, parece escapismo. Na verdade, é permitir que os sonhos se façam viagem, se façam imaginação... é fazer na mente o vôo de Ícaro, sem o r...

Gastão, c'est moi!!

Se é algo que me provoca náusea é gente sem caráter mendigar favores... gente que tu vês tratar na ponta dos coturnos os colegas, parceiros e amigos vir quase rastejando, se esgueirando feito verme no solo encharcado, implorando benesses que antes seriam ignoradas. A troca de favores, o fisiologismo, o "você me conhece", sempre aliado ao não menos asqueroso "veja bem", tudo isso me embrulhando um estômago cada vez menos tolerante a falcatruas, desmandos e despotismos. Tenho quase quinze anos de serviço público. Já posso dizer que vi de tudo um pouco. Contudo, não me canso de refletir quando ouço algum amigo, em tom quase invejoso, falar "ah, mas é fixo, é estável, é seguro". E qual o preço da segurança? Qual o custo moral, psíquico, de ter um salário, em tese "certo", mas que te custa, por vezes a alma? Já trabalhei - e ainda trabalho - para a iniciativa privada. Por mais armadilhas que ali existam, nada se compara ao jogo de poderes, à maldita...

falta do que fazer....

Pois vejo na mídia eletrônica e pelo rádio do carro que o nobre Deputado Federal, Delegado da Polícia Federal, eleito por São Paulo pelo glorioso PC do B, um dos principais articuladores de CPIs e investigações sérias contra crimes de colarinho branco, como a Operação Satiagraha e a CPI do Cachoeira, o Delegado Protógenes Queirós, protagonizou uma das maiores presepadas virtuais que vi nos últimos tempos (de fazer inveja a discurso de ex-mulher em TPM). O digno deputado delegado levou seu filho de 11 anos para assistir a comédia Ted , dirigida por Seth MacFarlane. Pra quem não liga o nome à pessoa, Seth MacFarlane é a genial e escrachada mente criadora dos seriados Family Guy, American Dad e Cleveland Show. Pessoalmente, prefiro as cinco primeiras temporadas de Family Guy, as últimas estavam meio chatas, ele perdeu um pouco a mão da coisa mas ainda é melhor que outras sitcoms. Eu pessoalmente curto o estilo dele, é um humor ácido, ironia destilada e purificada, é, muitas vezes ...

11/09...o do Chile

dia para meditar...antes que a mídia tornasse o 11/09 como uma propriedade norte-americana, numa luta contra um "terrorismo" que teve origem neles mesmos, houve outro 11/09, patrocinado pelos próprios norte-americanos, com apoio da maldita Operação Condor. Um Chile que se encaminhava para ser uma ilha de democracia em plena América do Sul tomada por ditaduras, um país de forte viés intelectual e artístico, tornou-se celeiro, chiqueiro, de uma ditadura sanguinária. Intelectuais, políticos de oposição ao regime de Pinochet, todos e todas que questionavam o "general", conhecendo exílio e morte... considero o 11 de setembro chileno mais pesado que o norte-americano, com todo o respeito por aqueles/as que pereceram no "incidente". Lembre que foram mais de 40 mil mortes sob o jugo de Pinochet, contra cerca de 3 mil nos EUA. Dá pra pensar...

(...)

Vazio. É o que sinto em minha vida, em relação à minha cachaça de docência, como diria o amigão Jean... Qual tremedeira de um alcoólatra afastado do vício... Tá certo, ele está parcialmente preenchido, com doses de sala de aula que lembram as doses de nicotina de um desses adesivos para fumantes em re-habilitação. Mas é pouco, embora delicioso. Por mais que tivesse uma rotina de enlouquecer monges, a sala de aula, em doses de 30 horas semanais, me equilibrava um pouco, me dava alegria, muito embora tivesse que ouvir "pérolas", como parte do ônus da profissão. Alguém vai dizer que estou falando de barriga cheia. Talvez. A questão é que a sala de aula me dá vida, me complementa, me instiga, me faz ir além. O fato de sempre estar lendo sobre novidades, que com gosto compartilho com alunos/as, de sempre procurar levar o gosto pela docência como algo transparente, como marca pessoal, sempre fizeram a diferença para mim. E hoje... felizmente, as horas noturnas são como um bálsa...

números....

A vantagem de ter uma enfermeira ao seu lado (no meu caso é literal) é ter uma espécie de SAMU 24 horas pronta pra te enfiar um termômetro no sovaco, um chá goela abaixo, ou ainda um esfigmo pronto pra garrotear teu braço e soltar números que te apavoram ou te aliviam. Hoje, fiquei no pavor. Afinal, acordar para um monte de atividades e pedir, "por via das dúvidas", pra Karina verificar a pressão arterial parecia um ato de rotina. E o é. Hoje, no entanto, o olhar assustado da Ka e o aperto crescente no braço revelaram os números indesejados: 190 x 90. Parei. Pensei. Pedi um reiki, para tentar domar o monstro interno.... nada de medicamentos sem antes passar em um médico. Reflito sobre o momento. Penso nos últimos meses, últimos dez meses. Alegrias, angústias, tristezas, estresses e estressores, surpresas boas e ruins, pessoas de todos os jeitos e perfis... Tudo bem, faz um tempo que não me devoto a mim mesmo, desde abril. A BR 116 piora a cada dia, o que parecia impossível ...

para refletir...

Realmente, é sempre fácil culpar os outros por nossos problemas. Culpar o professor por nossa dificuldade é uma ação quase imediata. Porém, temos que ver que nosso sistema de ensino, em especial na rede pública, acaba por gerar uma sub-informação na sala de aula. Muitos conteúdos importantes, nas diversas áreas, são relegados a um segundo plano, em nome do calendário acadêmico. Você acaba por não vencer todo um cronograma previsto, prejudicando alunos e, de certa forma, seus colegas, que terminam por reprisar conteúdos que deveriam ter sido melhor desenvolvidos anteriormente. Isso tudo cria um clima relacional bastante complicado, além de atrasar atividades, criando a demanda de sempre resgatar conhecimentos não propriamente consolidados. Também a cultura de "facilitar" avaliações deve ser revista. Você não pode criar facilidade em nome de uma boa relação com a turma. Deve-se, claro, criar os métodos, explorar as tecnologias e possibilidades didáticas. Hoje em dia, com os p...