cenas de insanidade explícita

Isso é doideira, pelo menos!! Com todo o respeito, o pessoal da Sociedade Hebraica, ou pelo menos alguns de seus dirigentes, clube da zona sul do Rio de Janeiro, deve ter esquecido o Shoá (holocausto judeu) e todas suas consequências. No dia 4 de abril, não me perguntes a troco de qual motivo, o maléfico, imbecil, imbecilizante e outros nada recomendáveis que atende pelo nome de Jair Bolsonaro, deputado federal pelo PSC-RJ, novamente vomitou frases polêmicas e ofensivas, o que é bem de seu tipinho. O que achei estranho é que, pelo jeito, tem gente da comunidade hebraica da zona sul do Rio de Janeiro que esqueceu o que fizeram os nazistas contra muitos de seus antepassados nos campos de extermínio nazistas...

O demente presidenciável prometeu que irá acabar com todas as reservas indígenas e comunidades quilombolas do país, se fizeram a doideira de elegê-lo em 2018. Segundo ele, "se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola." Ainda afirmou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia: “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”. Bem o tipinho...

O bacana foi quando tratou, como nos tempos da escravidão, a comunidade quilombola com unidades de peso aplicadas ao gado bovino, ao mencionar um “afrodescendente que pesava sete arrobas”. Sem poupar os refugiados e mulheres, ainda teve gente para ouvir o lixo que sai da boca do demente...

Será que parte da comunidade judia da zona sul do Rio de Janeiro apagou da memória o fato de que, quando as tropas aliadas entraram no complexo Auschwitz, encontraram cerca de 7.500 sobreviventes, 350 mil roupas de homens, 837 mil vestidos de mulher e 7,7 toneladas de cabelo humano, mais de 1,1 milhão de judeus mortos? Esqueceram que um dos ídolos do Bolsonazi é o responsável por atos de horror, o maldito coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, cujos atos levaram à morte Vlado Herzog e Iara Iavelberg, pra citar duas pessoas martirizadas que eram da comunidade hebraica brasileira? Não consigo crer que um comunidade que foi vítima de um idiota do calibre de Hitler venha a fazer escuta e acolhida ao seu clone ao sul do Equador...

Verdade seja dita, muitos representantes da comunidade judaica no Rio de Janeiro repudiaram a fala racista de Bolsonaro. Para eles e elas, assim como para este que vos escreve, o evento foi uma ofensa ao legado do judaísmo, verdadeiro sacrilégio, profanação, grave ofensa ao legado humanista do judaísmo. Os irmãos de fé de gente como Moacyr Scliar, David Tygel, Bussunda, Henry Sobel, Vlado Herzog e Perseu Abramo, só pra citar alguns, são, em sua imensa maioria, gente boa, pensante, que tem valores humanistas elevados. Não são claque de nazistas, ao contrário. São gente decente e de paz.

Como diria aquele apresentador de telejornais, também de origem judia, "é uma vergonha..."!

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